Antiteses
Depois de 3 anos de solidão e de ausencia de sentimentos no que ao amor toca, vejo-me agora apaixonado por alguem que nao me ama a mim. Nao é nada com que eu nao esteja ja familarizado e até consigo lidar com isso com uma certa racionalidade embora o amor seja irracional. Já li muito sobre amor, já o tentei perceber de inumeras maneiras mas a verdade é que a rejeição é sempre complicada, mas ja entendi que não é razão para deixar de amar, é certamente doloroso passar a noite em branco a tentar arranjar uma solução para que alguem se apaixone por nós, mas a verdade é que não existe solução.Resta-me amar sem ter nada em troca, mas o que fazer da minha vida? Por vezes é o caminho que temos a seguir, e são estas pequenas coisas que vão marcando a vida. Nem todos os riachos encontram o caminho para o mar e nem todos poderemos ser felizes ao lado de quem amamos. Há quem desespere por nao ter alguem, e se case ou junte com o primeiro que aparece, não é isso que ambiciono, e tal vida só me traria frustração e ainda mais infelicidade.
Mas a palavra que me levou escrever este texto é outra e depois de mais um pouco de reflexão e análise da minha vida cheguei a ela com alguma clareza porque o que sinto neste momento é uma antitese de sentimentos. Nem sei se a palavra se pode aplicar no contexto mas no fundo não é isso que me move, deixarei esse tema para os estudiosos das letras. Mas continuando, e para que me possam entender vou tentar explicar nestas palavras o que vou sentindo.
Amo, e o amor é egoísta, quero a pessoa que amo só para mim, quero ter a atenção dela, a sua companhia, as suas carícias, quero ser o ultimo pensamento dela quando adormece e ser o primeiro quando acorda, quero que o seu olhar desafiador seja só meu, quero tanta coisa que poderia escrever durante horas sobre o que quero, mas a verdade é que não sou correspondido e sendo assim o que tenho é nada, ou melhor, vou perservando alguma da sua amizade mas julgo ser coisa temporária por ja me conheço a algum tempo, e o que irá acontecer é que o meu lado racional me vai afastar completamente dela ao ponto de até a amizade ir por agua abaixo. Eu amo-a e é ela a minha fonte de inpiração para todas as palavras que escrevo, seria capaz de mudar o mundo por ela, bastava que ela me desse um sinal, uma pequna esperança e tudo faria por ela. Mas depois de ter revelado os meus sentimentos por duas vezes, o que recebi dela foi nada, ou seja, deixei-a sem palavras. Eu etendo-a, é complicado dizer a alguem que o seu amor não é correspondido, e a verdade é que tambem nao a forcei a dizer isso, mas mesmo assim penso que algo teria que ser dito por ela e começo a pensar que merecia um pouco de consideração, na verdade nem uma tampa ela foi capaz de me dar, não mudaria nada mas ao menos saberia com o que contar, e lá no fundo sei, mas o amor é estranho. Faz-nos acreditar que existe a possibilidade, faz-nos julgar capazes de conquistar e se calhar até somos, daí o meu dilema, valerá a pena lutar? Tambem sei que lhe perguntando isto directamente, já estou a assumir a derrota, e isso vai realmente contra os meus principios.
Mas para alem de todo este amor, existe algo mais que sinto. Sinto vontade de me afastar dela, de nao a querer ver, de nem sequer a olhar, tudo isto apenas por nao ser correspondido,o egoísmo novamente a falar mais alto. Num mundo perfeito nao sentiria isto mas embora eu tente caminhar para a perfeição a nível de sentimentos, nao me consigo distanciar destes.
Encontro-me então no ponto em que tudo faço para estar com ela e ao mesmo tempo tudo faço para me afastar dela. É uma luta muito estranha que travo comigo mesmo e não sei quem ira ganhar, sei que um dos dois irá prevalecer e existe um que me agrada muito mais que outro mas nao me considero capaz de lutar por ela, tenho medo de mais uma vez saír a perder. Vou deixar andar e acontecerá o que tiver de acontecer.
O nosso amor é sempre o mesmo, o que muda é a pessoa por quem o sentimos, e mais que receber, amor é dar, dar sem esperar receber, esse é o verdadeiro amor.
9 de Maio de 2011
Pedro Maximiano